quinta-feira, 28 de junho de 2018

Saudações da Rússia

Caros bolonistas, aqui escreve o que resta de mim.

Acompanhar uma Copa in loco não é para qualquer um. A correira de jogos, trens, Fan Fests, atrações turísticas e cerveja não me permitiu mandar mais notícias e imagens porque o corpo e a mente simplesmente se recusam a funcionar a toda capacidade. Todo minuto que não é dedicado ao futebol é muito bem aproveitado deitado na cama.

Trago aqui um rápido apanhado de observações da Copa até agora:

1) A beleza da Copa é o clima, a torcida, a parceria entre todos os países. Apesar de o esporte ser o centro das atenções, o que diferencia o mundial da Taça Guanabara, por exemplo, é, além da qualidade do gramado, a sensação de apoio e companheirismo entre todas as torcidas. A única exceção por enquanto é a torcida da Sérvia; ontem quase brigamos com eles em um restaurante antes do jogo (penduraram a bandeira em frente à TV na qual assistíamos ao jogo da Coreia e não quiseram retirar), e no estádio alguns torcedores foram retirados pela segurança pois estavam incitando briga. Não me surpreendeu a notícia de que, em outro ponto da arquibancada, saiu briga entre as duas torcidas. Lamentável.

2) A organização do evento está excelente, como era de esperar. O transporte público é gratuito nos dias de jogos, basta apresentar ingresso e Fan ID. Os trens entre as cidades sede são novos e pontuais (o único problema é que sempre acaba a cerveja). Tudo limpo, funcionando muito bem.

3) Os estádios seguem à risca o famigerado padrão Fifa. Todos os lugares têm boa visão do campo e, apesar das filas grandes nos horários de pico, os banheiros e stands de comida dão conta do grande volume de torcedores. A exceção foi, por incrível que pareça, o estádio Luzhniki, palco do jogo de abertura e da final da Copa. Talvez por ser um estádio mais antigo que os outros, a infraestrutura não deu conta e as filas estavam enormes durante o intervalo. Além disso, era necessário descer pelo menos 2 lances de escada para encontrar um banheiro. Some-se a isso o fato de que vimos o que foi, até agora, o pior jogo dessa Copa (França e Dinamzzzz😪zzz), e a experiência não valeu o ingresso.

4) A comida russa é terrivelmente sem graça. Mesmo aos pratos tradicionais falta, como bem disse minha namorada, um alho e cebola fritos no fundo. As alternativas são sempre as mesmas: filé com fritas, hamburger, pizza, um volume insalubre de fast food... Faz falta um PF caprichado.

5) Apesar de sisudos e extremamente práticos e sem rodeios, os russos são acolhedores e dispostos a ajudar. Nas cidades menores, como Rostov, a empolgação é muito mais evidente. Nos grandes centros, há um pouco mais de frieza na recepção. É comum ver algumas babushkas balançando a cabeça em reprovação quando os torcedores se agitam, mas a maioria sorri e tira fotos para marcar o momento.

6) Tudo é quente. Cerveja, água, refrigerante. Talvez porque eles passam tanto tempo no frio que aproveitam as altas temperaturas (está 27 graus em Moscou agora) ao máximo, inclusive em suas bebidas. Alguns lugares sequer oferecem gelo.

7) De futebol eu não entendo quase nada, então deixo os comentários e previsões sobre o esporte para o Bernardo. Por pouco minha aposta de Coreia nas oitavas não deu certo...

7) Reiterando: acompanhar a Copa in loco cansa muito. Perdoem eventuais erros de português e digitação.

Qualquer canto basta para um cochilo.
Até breve!

3 comentários:

  1. Job, bom demais acompanhar as suas impressões da Copa in loco. Todo dia eu olho o blog para ver se vc enviou alguns comentários. Fico feliz qdo vc o faz. Confesso que leio e releio. Sempre muito interessante. Parabéns e obrigada.

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  2. além de tudo, achei super legal que eu sou o cara que entende de futebol e que a alemanha está valendo tão pouco que vc estava assistindo o “jogo da coreia”. tão humilhante quanto um 7 a 1. 😀

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  3. Eu também leio e curto as notícias, Job. Uma coisa que eu ainda não entendi, entretanto, está conectada com a outra publicação: vocês compraram ingressos, viajaram e foram ver o jogo do Brasil com uma roupa que cobria os olhos?
    Também achei graça com relação à referência ao jogo da Coréia e não da Alemanha...

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